Primeiro dia…
Tudo se repete, o mesmo medo de enfrentar o novo, como se você tivesse a impressão de que fosse correr na primeira decepção, coração aperta e te deixa sufocado, a calma dos demais te deixa mais ansioso que o possível e você ali, tendo que acreditar nas frases feitas das propagandas dos bancos ou das faculdades pra encontrar uma motivação, mesmo que você sempre tenha desprezado essas merdas e saber que tudo não passa de uma grande mentira.
Enquanto você entra em contradição consigo mesmo, seus olhos enxergam tudo da pior maneira possível, nada é natural e você sabe a reação de todas aquelas ações, não querer conversar com ninguém em nenhum momento seria um dos 3 pedidos que você faria para o gênio da lâmpada naquelas horas sufocantes, até se acostumar, ver que a vida se repete e não tem muito o que fazer, mesmo odiando a rotina, que te mata aos poucos, “deus” não me daria um prêmio na loteria, o xinguei diversas vezes e disse que não acreditava.
Então, aos poucos o coração bate mais fraco, a respiração fica mais difícil e nada daquilo te faz se sentir onde se quer estar, você morre e se acostuma com as loucuras, engole e começa a acreditar no que, em sã consciência, jamais daria valor… e isso se repete… até não conseguir mais escrever uma palavra.